Audição com profundidade - Revista Esquinas
REVISTA DIGITAL LABORATÓRIO
DA FACULDADE CÁSPER LIBERO

Audição com profundidade

Por Vinicius Marques : setembro 1, 2018

Último dia da Semana da Comunicação Cásper Líbero traz avanços no setor de áudio imersivo no País

Na manhã de sexta-feira (31), três profissionais do audiovisual e sonoplastia: o engenheiro de soluções Giovanni Asselta, o diretor Rodrigo Meirelles e o sonoplasta Rubens Carvalho. Uirá Moreno, professor da Cásper Líbero, mediou a conversa.

Da dir. para esq., Rubens Carvalho, Rodrigo Meirelles, Giovanni Asselta e Uirá Moreno
Vinicius Marques

“O que é imersão? O áudio imersivo depende da capacidade de nos levar para um show, para dentro de um estádio ou mesmo de uma narrativa”, explica Asselta. Ele trabalha na Dolby Laboratories e introduziu os estudantes presentes ao principal foco da conversa: o Dolby Atmos.

“Quantos aqui possuem Home Theater 5.1 em casa? Poucos, né? Com o Dolby Atmos, isso será realidade em um maior número de casas”, anunciou o engenheiro. O Brasil acompanha exemplarmente essas inovações. A primeira Dolby Atmos feita em produção ao vivo foi realizada durante o Rock in Rio de 2015.

Aparelhagem utilizada para a edição do som

Rubens Carvalho e Rodrigo Meirelles representavam a Rede Globo, uma das pioneiras mundiais no assunto. Ambos trabalham na parte de sonoplastia e audiovisual da emissora há mais de dez anos e acompanham as mudanças que vêm acontecendo na área. “Eu trabalho na parte esportiva da Globo, toda quarta e domingo estou lá”, diz Carvalho. “As inovações que temos feito são destaque no mundo. O povo tem a síndrome do vira-lata: ‘ah, eu sou brasileiro’. Mas não é assim. Olha o que fizemos nos jogos da Copa, por exemplo”, lembra.

Ao final, quem quisesse podia visitar a sala ao lado do Teatro Cásper Líbero, onde foi instalado um sistema 5.1.4 de home theater, com exibições do Dolby Atmos.