Os bastidores do Congresso Internacional Cidades Sustentáveis - Revista Esquinas

Os bastidores do Congresso Internacional Cidades Sustentáveis

Por Fatime Ghandour e Tiago Tortella : setembro 19, 2019

Por trás de um evento que receberá 1.300 pessoas de 200 cidades e 40 países, uma equipe trabalha noite e dia para manter seu funcionamento

Em uma cidade onde circularam quinze milhões de visitantes no ano passado, o Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (OTE-SP) mostra que estes dados vem aumentando e, junto a eles, a criação de grandes eventos. A Conferência Internacional Cidades Sustentáveis é um desses, realizado junto ao Programa Cidades Sustentáveis, Banco Mundial e Prefeitura de São Paulo, é uma das promessas de ser a nova Conferência do Clima brasileira, já que o Brasil não sediará mais a COP 25. O evento contará com a participação de chefes de Estado, prefeitos e especialistas no tema do desenvolvimento sustentável e biodiversidade urbana.

A conferência que ocorre do dia 16 a 20 de setembro, em sua maioria no Parque Ibirapuera, começou a ser montado três dias antes. Para isso uma grande estrutura precisou ser feita: cem pessoas foram contratadas, dentre elas 20 da área técnica, 15 da cenografia, 20 da infraestrutura, além de 10 da limpeza, que se dividiam entre a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Auditório Oscar Niemeyer e espaço UMAPAZ.

Com mais de 1200m², o mezanino da Bienal é uma das maiores áreas onde ocorrerá o evento. Nos dias de montagem, o barulho das furadeiras e dos testes de som prevalecia no ambiente. Painéis com o nome da conferência, cadeiras, paredes divisórias, cabines dos tradutores simultâneos e fios elétricos foram colocados de modo a aproveitar o amplo espaço da Bienal. Dois palcos, com grandes telões, foram dispostos um na frente do outro, o que nada interferiria no andamento das palestras já que um sofisticado sistema de transmissão por fones de ouvido foi instalado.

Quatro geradores gigantes também foram montados para garantir o funcionamento do ar condicionado. A estrutura teve que ser erguida por 50 metros até o terceiro andar da Bienal. Segundo Leonardo Machado, chefe da montagem do projeto e funcionário da empresa Bullet, contratada para a realização da conferência, a maior dificuldade foi subir todas as peças do cenário. Para chegar até o último andar, os trabalhadores precisaram diversas vezes subir os três lances de rampa.

Ao mesmo tempo, no Auditório Oscar Niemeyer estavam sendo realizados testes de som e instalação de cabos, pois lá seria recebido um dos painéis mais importantes do evento: a mesa redonda dos prefeitos, entre eles Pénélope Komitès, vice-prefeita de Paris e Bruno Covas, prefeito de São Paulo. A adaptação a todos aqueles que se inscreveram para atender ao congresso fez parte do planejamento da conferência, com equipamentos de tradução de fácil manejo, cabines de tradutores com indicações claras dos idiomas e sinalização de palestras impressa em cinco línguas — inglês, português, francês, espanhol e chinês. A equipe também contava com voluntários de diversos países prontos para ajudar aos convidados

A coordenadora de comunicação do Programa Cidades Sustentáveis Luanda Nera explicou que as inscrições para o terceiro e quarto dias, abertos ao público, tiveram de ser suspensas devido à adesão, o que surpreendeu positivamente a equipe.