Skate para todas - Revista Esquinas
REVISTA DIGITAL LABORATÓRIO
DA FACULDADE CÁSPER LIBERO

Skate para todas

Por Isabela Filardi : abril 11, 2018

Apesar da participação das mulheres ter aumentado no skate, muitos obstáculos ainda precisam ser superados

A partir dos anos 2000, figuras como Karen Jonz e Letícia Bufoni surgiram em um cenário pouco representativo para mulheres até então: o skate. Com dificuldades e distante da mídia tradicional, esse assunto chamou atenção recentemente com o episódio na competição “Oi Park Jam”, em que a diferença entre os prêmios da primeira e do primeiro colocados da competição era de 12 mil reais. Em resposta, fãs do skate brasileiro se manifestaram contra essa atitude sexista.

Por falta de incentivo, muitas mulheres desistem no meio do caminho da profissão. Os estímulos normalmente são dados aos homens, deixando de lado qualquer encorajamento às mulheres. “Às vezes parecia que eu queria ser homem, ser menino. Mas não é esse o fato. O que eu queria era a liberdade deles”, desabafa descontente a skatista Juliana Pereira.

Thaís Gazarra é paulistana e anda de skate há sete anos. Participante assídua de campeonatos nacionais e internacionais, a skatista consagrou-se campeã de skate vertical em 2015. Ela acredita que o skate é um esporte considerado masculinizado por muita gente. Dessa forma, mulheres têm que “quebrar muitas barreiras e passar por cima das palavras de pessoas que acham que você tá errada”, diz Gazarra.

Para diminuir essas contradições entre os dois gêneros, muitas empresas estão apoiando o feminismo dentro do esporte, como é o caso da loja Mary Jane, considerada a primeira marca brasileira de tênis feminino de skate. Além das vendas de produtos focados no universo feminino de skate, ela divulga skatistas talentosas em entrevistas, imagens e vídeos em seu site. Já a americana Vans oferece gratuitamente aulas de skate para meninas em São Paulo, para diminuir a ideia de que esse esporte é “para meninos apenas” e integrar cada vez mais mulheres nesse mundo.