"Muita polícia, mas sem confusão": casperiano recém-formado relata as manifestações de ontem - Revista Esquinas

“Muita polícia, mas sem confusão”: casperiano recém-formado relata as manifestações de ontem

Por Pedro Santi : junho 16, 2020

Graduado em jornalismo na turma de 2020, Pedro Santi esteve presente nos protestos antifascistas de SP desde seu início

Um protesto com multiplicidade de bandeiras e sem repressão, apesar da enorme quantidade de policiais. Assim o jornalista e documentarista Pedro Santi, formado pela Cásper Líbero na turma de 2020, resume as manifestações de protesto ao governo Jair Bolsonaro ocorridas ontem 14 de junho.

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Pedro Santi

Graduado em 2020, Pedro tem feito a cobertura do coronavírus nas ruas paulistanas de forma independente por sua produtora, a Mangueio Filmes. Nesse período, o jornalismo divide espaço com o ativismo: em parceria com um coletivo e com a ONG Médicos Sem Fronteiras, ele participa de uma ação de cartazes do tipo “lambe-lambe” com informações sobre a pandemia. “Também temos ido a muitos lugares em situação de vulnerabilidade social, como a cracolândia”, afirma. “O objetivo é registrar a ação de entidades que tentam reduzir danos para a população mais vulnerável”.

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Pedro Santi

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Há três semanas, o jornalista faz a cobertura fotográfica das manifestações antifascistas e antirracistas. Confira a seguir seu relato sobre os protestos de ontem, 14 de junho, e uma seleção de suas fotos:

“O ato na avenida Paulista na tarde de ontem foi pacífico e sem repressão. Me surpreendeu a tranquilidade, porque havia muita polícia – helicóptero, cavalaria, choque –, com presença intimidadora. Nessas situações, há sempre um receio do que pode ocorrer. 

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Pedro Santi

Havia bastante diversidade de bandeiras: as torcidas de futebol antifascistas, o movimento antirrascista, contra a violência, movimentos sociais como o MTST e um reforço dos partidos políticos de esquerda: PC do B, Unidade Popular, PT.

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Pedro Santi

O momento mais tenso foi um caso isolado de três rapazes que estavam com suásticas nazistas nas mangas das camisas. Manifestantes foram à polícia alertar que apologia ao nazismo é crime. A polícia a princípio não tomou atitude. Depois, propôs levá-los para a delegacia, mas os rapazes alegaram que não tinham documentos. Finalmente, foram detidos e encaminhados ao 78º Distrito Policial. Foram ouvidos e liberados em seguida.”

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