Era dos influenciadores - Revista Esquinas
REVISTA DIGITAL LABORATÓRIO
DA FACULDADE CÁSPER LIBERO

Era dos influenciadores

Por Bianca Mathias : agosto 28, 2018

Debate durante a Semana de Comunicação Cásper Líbero discute a relação das marcas e digital influencers

Na noite de ontem (27), Vanessa Costa, digital PR da Trend 21, e Becca Pires, influenciadora digital, foram ao Teatro Cásper Líbero na conversa “Construindo o relacionamento entre marcas e influenciadores”, ao lado dos professor da faculdade Fabio Caim e Fábio de Paula. De início, foi apresentado o conceito de nativos digitais, ou seja, a geração Z (a iGeneration, nascida entre o final da década de 1990 e 2010), que em dois anos serão 40% da população. Essas pessoas seguem um estilo de vida sociável, em que são de extrema importância ideias “instagramáveis”, aquelas que captam a atenção dos clientes, a ponto que eles se identifiquem, fotografem e compartilhem nas redes sociais.

Cada vez mais, as social media estão próximas da vida real. “Dois por cento dos criadores geram 54% da interação nas redes sociais”, afirmou Costa. Em meio às discussões, houve o questionamento sobre como se deve considerar os digital influencers: nativos digitais ou celebridades? Vanessa Costa esclareceu que, diferentemente das celebridades, o primeiro grupo tende a estabelecer uma relação mais próxima com seu público, na maioria das vezes segmentado para diferentes abordagens, gerando uma comunidade interativa. Essa relação de proximidade pode gerar dificuldades e mostra-se realmente importante: o Instagram, por exemplo, perdeu 45% de seus seguidores por não conversar com a audiência, levantou a profissional.

Becca Pires, por sua vez, contou sobre sua transição do Vine, antiga rede social de compartilhamento de vídeos de até seis segundos que ficou famosa em 2013, para o Youtube. Segundo a influencer e também apresentadora, as pessoas que tem um público “nichado” estão se saindo melhor nesse meio. Pires acredita que os influenciadores têm caminho na cocriação, pois, ao contrário da mídia tradicional, são mais acessíveis.

Ao fim do debate, a profissional da Trend 21 apresentou quatro pontos que conduz a chamada “geração C”: criação, curadores, comunidade e conexão. São os indivíduos que não estão ligados necessariamente a uma época específica, mas sim a um tipo de comportamento. Os dispositivos móveis e o acesso à internet possibilitaram que as pessoas se sentissem cada vez mais conectadas. Costa lembrou duas tópicos que não devem ser ignorados na definição de um influencer: o posicionamento transparente da marca diante da escolha e a marca pessoal do influenciador, uma vez que eles são sua própria marca e imagem.