Advocacy: uma interface entre a comunidade e o Poder Público - Revista Esquinas
REVISTA DIGITAL LABORATÓRIO
DA FACULDADE CÁSPER LIBERO

Advocacy: uma interface entre a comunidade e o Poder Público

Por Paula Leal Mascaro : agosto 28, 2018

Entenda como organizações podem se reunir para mobilizar agentes em defesa de políticas públicas

Mesmo sendo um tema que para grande parte do público jovem pode parecer novo ou distante do mercado de comunicação. Mas a atividade de advocacy é um exercício democrático que muito se aproxima da profissão do jornalista. As organizações que trabalham com advocacy criam planos de ação para causas sociais e estabelecem um relacionamento com os membros do poder público para incidir sobre o processo decisório envolvendo políticas públicas.

Para discutir o tema “Comunicação, Jornalismo e Advocacy”, os convidados Maite Gauto, André Corrêa, Rosângela Marques e Christian Miguel reuniram-se na noite de ontem (27) na Sala Aloysio Biondi, sob a mediação de Pedro Ortiz.

Christian Miguel, jornalista e diretor de comunicação da Cause, consultoria de comunicação integrada para marcas e organizações, fala sobre a atividade de advocacy e sua importância para a sociedade. Para ele, advocacy é “um conjunto de ações coordenadas da sociedade civil para influenciar tomadores de decisão, no caso, congressistas e agências reguladoras, em torno de causas de interesse público”.

Ainda, Miguel esclarece como o jornalista pode contribuir para a atividade de advocacy. Para um desses profissionais atuar dentro das estratégias de advocacy, ele acredita que é preciso agregar outras competências que não sejam apenas escrever e falar bem ou fazer matérias. “Ele precisa enxergar a comunicação como algo integrado”, diz.

André Corrêa, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), explica como a mídia pode contribuir para a cobertura e divulgação das ações de advocacy desenvolvidas pelas organizações.

A estudante de Jornalismo do segundo ano, Valéria Luizetti, perguntou sobre as estratégias de comunicação em redes sociais utilizadas para divulgar os projetos de advocacy. Maite Gauto, socióloga e membra da Fundação Abrinq, que defende os direitos da criança e do adolescente, responde que o desafio deve ser pensado para além das ferramentas, de maneira que a narrativa desperte o interesse das pessoas que possam estar envolvidas na causa.